É comum ver as pessoas falarem mal dos produtos da Microsoft. É fato que alguns de seus produtos possuem certa limitações, mas limitações que dentro de um contexto geral são bem parecidas com limitações presentes em qualquer dos sistemas operacionais existentes, principalmente quando quando se diz respeito ao foco que o sistema operacional é utilizado.
As principais reclamações referem-se a fragilidade que o sistema possui à virús e malwares, e aos seus travamentos com a antiga, porém não menos famosa “Blue Screen of death”.
Porém, antes que sacrifiquemos a Microsoft e o seu dono por produzerem produtos “ruins” devemos levar algumas coisas em consideração.
O Windows não é o mal do planeta e muito menos um sistema operacional ruim. Se fosse, as pessoas não o utilizariam nem de graça como o fazem e ele também não seria o alvo de todos os hackers do planeta. Segurança falha? Talvez, mas certamente essas falhas são descobertas porque nesse momento em algum lugar do mundo tem espírito de porco fuçando todo o sistema de segurança do Windows para descobrir esses furos. O melhor, quer dizer, o mais popular sistema sempre foi e sempre será alvo de críticas e buscas por defeitos.
Você que pirateia um software não será abominado por mim, mas tenha a consciência que pirateando você não tem direito de escolha, de suporte, e de melhorias ao produto.
A Microsoft garante que o Windows funciona perfeitamente se ele for original e estiver devidamente atualizado. Sim, toda falha que os técnicos da Microsoft descobrem eles disponibilizam a correção no site oficial. Quem paga tem o direito à qualidade do produto e a empresa cumpre às riscas essa determinação. Obviamente muitos desses recursos estão disponíveis apenas para quem paga pelo produto. A Microsoft tem o direito SIM de cobrar pelo que ela fabrica. Compra quem quer.
Se você quer discutir seu direito ou não de poder alterar um produto às suas necessidades procure por comunidades de software livre que lá certamente você encontrará produtos de ótima qualidade também, e que você poderá fazer essas alterações. Agora se você quer usar o Windows, saiba que a Microsoft disponibilza pra você uma “Licença de uso” e não de propriedade. Em miúdos, você paga para poder utilizar o que ela oferece a você, nada mais que isso. Inclusive ela vive num mundo capitalista e sabe que se o produto dela não for bom ela pode perder mercado, porque ela não o obriga a usar o Windows.
Inclusive quem paga pela licença de uso e registra o produto corretamente tem direito ao suporte da Microsoft, que é um suporte de altíssimo nível e para nós brasileiros o suporte é em português, com atendentes brasileiros. E esse suporte está capacitado a resolver todos os problemas que o sistema operacional possa apresentar. A própria empresa disponibiliza ainda um site de suporte on line que o ajuda em milhares de situações que possam ocorrer.
Você piratear o Windows e reclamar de um travamento dele é a mesma coisa que você colocar um “gato” de TV à cabo em casa e reclamar da qualidade da imagem ou então comprar um filme pirata no camelô e reclamar da legenda com erros de português. Quem não paga não tem direito à ajuda, à reembolso e o principal: à reclamação.
O Windows não é um produto barato e esse é maior motivo pelo qual ele é pirateado indiscriminadamente no país. O problema não é da Microsoft. Inclusive eles se preocuparam com isso e desenvolveram Windows a preços mais baixos tirando algumas de suas funcionalidades como o Starter Edition. O problema é que a maioria dos brasileiros não tem poder de compra para ter acesso à computadores com produtos licenciados. Entraríamos aqui numa discussão política e econômica que não é o foco do assunto.
Levando tudo isso em conta, tenho certeza que o Windows jamais deixará a desejar a seus usuários e que num futuro próximo seus usuários antes de critíca-lo aprendam a manipulá-lo de maneira adequada e eficiente. Certamente o número de reclamações cairá consideravelmente.
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