Analisando friamente essa questão do gosto musical das pessoas é curioso perguntar o que motiva a preferência de cada um. Talvez com uma estatística mais detalhada poderíamos fazer uma triagem das classes sociais e dos tipos de música na preferência delas. Mas antes de qualquer estatística o que motiva o ser humano a gostar de certo tipo de música?
Alguns exemplos são bem específicos e cito dois aqui: O Axé e o Punk Rock. Muitos dos que gostam de Axé diz que ele libera uma “energia positiva” o que acaba atraindo muitos adeptos. Já no caso do Punk Rock muitos dizem que ele é a voz da revolução e do protesto.
É claro que gosto é de cada um e ninguém se discute isso, mas será que você gosta realmente da sonoridade da música ou apenas curte esse ritmo porque ele representa algo mais para você? Muitos dizem ir à micareta porque dizem que “tem muita mulher”. Por favor não me taxem de machista porque isso é opinião de quem frequenta tais eventos, inclusive muitas mulheres dizem ir porque “tem muito homem” também.
Talvez o que essas pessoas queiram dizer é que é mais fácil conseguir beijar na boca numa micareta do que dentro da sua faculdade por exemplo, onde há um número suficiente grande de mulheres e certamente há mulheres tão bonitas quanto numa micareta.
Com isso cria-se uma ligação entre a sonoridade e o que se realiza nesses eventos. Ou seja a pessoa acaba gostando de ouvir Axé porque o lembra de que ele pode conquistar mulheres facilmente.
E isso se dá no Punk Rock também. Muitos nem sabem o que a letra diz por ela ser estrangeira, mas a sonoridade passa um clima de revolta, de liberdade, de poder fazer o que quiser. E toda vez que você ouve aquele som te dá essa sensação de liberdade.
Inclusive vale ressaltar um exemplo bem típico. O Nirvana por exemplo. Pela sonoridade de suas músicas você detecta, revolta, força, som pesado, melancólico, vontade de coloca-lo no máximo para que todos à sua volta possam ouvi-lo. Ok, legal. Mas se a música for “Drain You” por exemplo, você estará falando de uma pessoa apaixonada cantando para outra. Isso mesmo. O Nirvana tem muitas “músicas de amor” no seu repertório e nem por isso ele amenizou a intensidade do seu som, facilmente confundido com um punk revoltado do Sex Pistols por exemplo.
Caímos na velha armadilha do brasileiro. Não somos críticos musicais, somos decendentes do fanatismo futebolístico onde cada um torce para apenas um time e devido à esse fanatismo não sabemos enxergar 1 palmo diante do nariz. Apenas nosso time é bom e dane-se o resto. E assim também é nossa crítica aos estilos musicais. Torcemos para um estilo e pronto. O resto é o resto. E às críticas a respeito do estilo musical em 90% estão fora do contexto musical e sim social.
Quem é funkeiro é analfabeto, favelado, sem pudor. Quem ouve axé tem dificuldades de relacionamento e preferem ir à micaretas para ter mulheres mais fácil. Rockeiro é um desiludido da vida que só sabe reclamar porque não tem capacidade para fazer algo produtivo e vive de drogas. E por aí vai.
Queria saber quando essa mentalidade do brasileiro vai mudar. Ok, não gosto de certos ritmos mas tento ao máximo analisar as críticas musicais e não sociais.

on abr 29th, 2008 at 8:54
A minha geração era ao máximo eclética.
Hoje em dia, os meus aluno desconhecem ritmos diferentes de rock popular, pagode e funk.
Essa mentalidade do Brasileiro não vai mudar… rsrs
Se o seu pai quiser se cadastrar é só mandar um e-mail para lajedo@lajedo.com.br apresentando o portifólio.
Postei uma nova história, rs. Obrigada pela visita. Já favoritei para voltar sempre aqui.
Quando eu atualizo visito os amigos primeiro.
Um grande beijo!